Jogo Era nossa vez...conte outra vez

Neste post vamos falar sobre o jogo Era nossa vez...conte outra vez da professora Adiana Rampi. Ela trabalha com a língua inglesa desde 2005 (ensinando, traduzindo e interpretando- nacional e internacionalmente). É entusiasta de linguística, dedicada a novos métodos de aprendizado /ensino de línguas.  Ela é graduada em Comércio Exterior, tem a certificação CELTA da Cambridge (certificação internacional em ensino da língua inglesa para adultos). Também é especialista em Neuroaprendizagem (Unopar). Atualmente ela dá aulas de inglês, estuda outras línguas e pensa em dar aulas destas outras línguas no futuro. Ela gosta de Educação e gosta também da parte lúdica. 

Também possui outras 3 graduações: Ensino de Português como língua estrangeira (Uninter),  Moderna Educação (PUC-RS) e Educação Transformadora (PUC-RS). Ela é poliglota e segue se dedicando ao estudo de novas metodologias e línguas (francês, espanhol, italiano, latim e alemão).

Para Saber mais sobre Adriana.


O PROCESSO DE CRIAÇÃO DO JOGO

 Inspirado e adaptado nos jogos “Il était une fois...” e “Quem conta um conto”. Os jogos originais são de competição, mas ela fez uma adaptação para o projeto dela ser colaborativo.

O jogo está sendo desenvolvido para as aulas de inglês. Mas o protótipo foi feito em português e a Adriana explica o motivo “ A escolha pela adaptação para o português é devido a facilidade de testar o jogo primeiro na língua materna com amigos e familiares para depois ver o que precisaria e poderia adaptar para uma aula de língua estrangeira”.

A Adriana explica que  objetivo do jogo é criar uma história usando os vocabulários, produção oral de história, interpretação e compreensão auditiva de narrativa. Ela coloca ainda que “é importante um aquecimento se for trabalhado em sala de aula para trazer a atenção do aluno, por meio de reflexão em grupo, sobre as escolhas de uso de tempo verbal do primeiro contador, pois não se pode várias a narrativa de modo a deixar a história incoerente ou inconsistente”.

Caso o jogo seja utilizado em sala de  aula, Adriana para o professor ou professora certifica-se de que todos os elementos das cartas são familiares aos alunos e verificar que a base gramatical dos alunos está adequada. Também podem ser usadas diversas situações explicar o que é um sujeito, verbo e adjetivo, além de trabalhar os tempos verbais. A  escolha deve ser  antecipada sobre como será registrada a história e como serão feitas as correções (imediatamente, ou posterior à atividade).

Ela produziu o jogo no workshop “Vamos fazer um jogo Agora” da Strike Games. Ele é voltado para professoras e professores iniciantes que não têm experiência em criar jogos e gostariam de uma orientação para saber como criar um jogo. Ele viu que maior dificuldade é planejar e organizar o funcionamento do jogo e também no início do processo de criação estava sem um pouco de inspiração e o workshop ajudou no processo.


INÍCIO DO JOGO

O jogo é inspirado nos jogos existentes  “Era uma vez...” e “Quem conta um conto”. Ele é cooperativo na qual os jogadores contam uma história utilizando as cartas de elementos essenciais tirados dos contos de fada, sendo foi pensado de uma forma mais divertida não tão presa aos contos tradicionais. A cada rodada um jogador será o “Narrador/contador” e vai continuar a história usando os elementos que estão nas cartas com o objetivo de a levar à conclusão escrita na carta “Desfecho” sorteada para a partida.

Para o jogo em sala de aula, o professor ou mesmo um ou mais alunos deverão anotar as frases da história para que fique registrada a produção.  Foi sugerido inserir um formulário para que facilite a escrita da história e Adriana gostou e vai incorporar ao jogo.

Para iniciar o jogo uma das cartas de “Era uma vez...” deverá ser sorteada ela iniciará a história e uma carta de “Desfecho” que deverá ficar virada para cima para que todos possam vê-la durante a partida.

Cada jogador deverá ter em mãos 4 cartas elemento. (A depender do tempo que se tiver para desenvolver a tarefa poder-se-á aumentar ou reduzir o número de cartas dadas para cada jogador).  Após escolhidas estas cartas chave e com as cartas elemento distribuídas o jogo inicia.

 

COMO JOGAR

A cada rodada, em ordem decidida pelos jogadores, todos um a um irão  prosseguir a história usando um elemento que tenha em mãos (personagem, lugar, ação, objeto e lugar).

Sendo que o elemento só poderá ser descartado (considerado usado) após o jogador concluir uma frase ou um raciocínio que seja coerente com o que já foi apresentado na história. Todos os jogadores devem ajudá-lo caso haja incongruências- porém sempre sendo respeitada a criação individual.

(Como foi sugerido que a história seja transcrita, ao final da atividade, os alunos/jogadores podem trabalhar junto com o professor para fazer a correção textual/gramatical.)

Quando os jogadores estiverem na última rodada (quando cada jogador só tiver uma carta em mãos), eles deverão dar uma atenção maior a carta desfecho. Sendo assim poderão ter maior poder de interferência na utilização das cartas: caso tenham dificuldade de concluir a história, poderão pegar até 2 carta elemento do baralho não utilizadas para decidir dentre as cartas que possui em mão qual servirá melhor para a conclusão da história.

 

AS CARTAS

Há três tipos de cartas no jogo: as cartas; 

“Era uma vez...” (usadas para iniciar o jogo). 



As cartas de elemento/conto 







E as cartas “Desfecho”.



 

Cartas do “Era uma vez...”: são cartas utilizadas para iniciar o jogo, elas contêm um início de história que deverá ser o ponto da história que os jogadores irão construir juntos.

Cartas elemento/conto: Cada carta de conto ilustra/descreve/cita um personagem, um lugar, uma ação, um objeto ou um aspecto que vão aparecer na história. Elas são divididas em cinco famílias. Nós encontramos em cada carta o nome bem como o ícone que a representa (a inserir).

 As Cartas “Desfecho”: cada uma dessas cartas conta um final possível para um conto de fadas. Os jogadores deverão selecionar uma carta “Desfecho” para a partida. Ela deverá ser posta virada para cima de maneira que todos os jogadores possam vê-la ao longo do jogo. O objetivo coletivo é direcionar a história para o desfecho apresentado nesta carta.

 

Escrever sobre este projeto foi muito. Alguns dos trechos foram escritos pela própria Adriana Rampi no documento de criação do jogo.


Em breve teremos mais artigos.

Alexandre Santos

Arte Educado e CEO StrikeGames


Caso o workshop também possa ajuda você fica o nosso convite, basta entrar contato no link abaixo:




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